OLHO NA CIDADE

TEM UM BERTI BEM AO LADO DA CASACOR MG15/09/17

Já reparou?! Ele foi feito como um anexo ao prédio da RFFSA!

Pouca gente sabe, mas ali, anexo ao casarão que abriga essa edição da CASACOR Minas, tem um prédio assinado pelo arquiteto Raffaello Berti. Projetado em 1946 visando a ampliação da sede da RFFSA, o edifício ocupado pela VLI abriga parte de oficina, tipografia e escritório em nove andares e é totalmente integrado ao "irmão mais velho". Quando for visitar a mostra, repare na saída, em frente à garagem da Renault, ele está ali, lindo e maravilhoso.

O prédio está, literalmente, encostado no casarão onde era a Rede Ferroviária, cuidando da rua lateral e criando um pátio e uma identidade importantíssima pro imóvel”, disse Eduardo Faleiro, arquiteto e diretor da mostra ao ND.

Chegando à CASACOR, vale dar uma olhada pra esquerda!

 

Para quem chegou agora a gente conta um pouco mais. Berti chegou à capital a convite do mineiro Luiz Signorelli em 1929, e juntos, eles desenvolveram mais de 200 projetos. Detalhe importante é que sozinho o italiano (Berti) assinou por aqui mais de 500. Todos eles de grande relevância!

O italiano Raffaello Berti, nascido em Pisa, faleceu em 1972

 

Eu, particularmente, vejo uma evolução no trabalho dele, porque ele chegou trazendo uma arquitetura mais eclética e, com o tempo, virou uma referência do art decò em BH. No livro dá pra ver todos os projetos, mostrando não apenas os traços retos e mais durões do estilo, mas as obras que ele fez que são realmente muito ecléticas!”, comenta Eduardo

O prédio da PBH também é de autoria dele!

 

Entre suas obras de maior importância para a cidade assinadas por Berti estão o maravilhoso Palácio Cristo Rei, que fica ali na Praça da Liberdade e é datado de 1937, a sede do Minas Tênis Clube, na rua da Bahia (1940), a Santa Casa (1941-1946) e o hospital Felício Rocho (1944). "O Hotel Itatiaia, que é de 1945, também é um prédio muito emblemático e fica do outro lado da Praça da Estação", finaliza Faleiro. O prédio em questão não foge do padrão das obras do arquiteto e apresenta características simétricas e monumentais, não fugindo, em momento algum, do modernismo. Ele foi desenvolvido em parceria com Shakspeare Gomes.

O Palácio Cristo Rei, ali pertinho da Praça da Liberdade

 

Além disso, Berti era pintor (fazia aquarelas) e todos o seu acervo – além dos materiais de uso pessoal – foi doado, pela família, para o Museu Histórico Abílio Barreto, que está cuidando da digitalização das obras e pretende, em breve, fazer uma exposição apresentando à população belo-horizontina o trabalho de um dos arquitetos mais importantes e atuantes que BH já teve!

 

A gente segue de olho!

#berti

CECÍLIA BARBI (DA REDAÇÃO)

FOTOS REPRODUÇÃO




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